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Petrobrás é nosso Titanic

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O Titanic foi construído para ser o navio mais potente de sua época. Ao singrar o mar foi afundado por colisão com um iceberg. Revelou-se frágil e afundou.Muitos morreram, virou romance e acabou como filme e com uma bela trilha sonora.

Talvez seja inapropriado, porém vou comparar o Titanic com a Petrobrás. Surgida com a campanha do “Petróleo é nosso” da era Vargas, foi crescendo. Obra colossal de muitos governos, ditatoriais e não ditatoriais, tornou-se um modelo de gestão eficiente e de capacidade comprovada.

Seus timoneiros fizeram singra-la por muitos mares e assim tornou-se uma das grandes Companhias do mundo e tudo levaria a crer que o céu era o limite.

Mas, neste mundo de políticos, acreditando que a esperança venceu o medo, maioria de brasileiros decidiram mudar os timoneiros. Elegeram os paladinos da ética e responsáveis por um país melhor e menos corrupto. Com pobreza reduzida, política transparente. Enfim a busca do paraíso perdido pela ditadura.

“De repente, não mais de repente”, tal qual a poesia, estes timoneiros começaram a perceber que o Titanic não era apenas um navio. Também parecia uma vaca e começaram a sangrá-lá. De timoneiros transformaram-se em morcegos icebergs (do tipo vampiro) e começaram sangrar o Titanic.

A Petrobrás é nosso Titanic. Seus chefes os timoneiros morcegos, ou seja, os icebergs. Bem, não podia dar em outra coisa. Está afundando lentamente. Busca a 5.ooo metros a sua salvação, mas, podem encontrar o inferno (que segundo alguns está debaixo da terra).

Felizmente estamos no Século XXI e a modernidade, com seus gestores eficientes e os recursos administrativos, podem fazer mudar a rota. Basta um choque de gestão. De gestão moral. De gestão com brasilidade.

Espero que tal, se faça logo, pois, se demorar, a Inês (tão louvada em canto e prosa) poderá  estar morta. Bem, daí em diante, será outra história. Quem viver verá.

COPA: agora a culpa é do povo.

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As manifestações contra a COPA prejudicam a imagem do Brasil. Empresários, políticos neste sentido se manifestam.

O povo, injustiçado e esquecidos, reclamam da realização de um empreendimento que o BRASIL não deveria ter colocado como prioridade. Venceu o populismo e nós perderemos alguns bilhões, vez que alguém tem de pagar esta conta.

Esta conta será creditada a sua Excelência o cidadão.

Realmente a decisão de realizar a Copa não foi tomada pelos melhores interesses nacionais. Um país que cresce pouco, que não tem infraestrutura para receber tal evento, assumiu um compromisso que não podia cumprir e agora se submete ao vexame internacional.

Os interesses são inconfessáveis. Na verdade, ganham os empresários construtores e alguns outros setores que são fornecedores de material e mão de obra. Poucos ganham e muitos são frustrados.

Temos carências profundas em termos qualidade de vida medidos pelo IDH, os que medem a qualidade da educação, saúde etc…..

Não temos competividade e não temos produtividades. Nossos produtos tem alto custo o que impede maior exportação. Não participamos e nem investimos no comercio multilateral. Temos um mercado fechado com protecionismo exagerado e nosso Itamaraty de mãos atadas por um governo autoritário.

E agora que povo reclama do gasto com COPA, a culpa é sua. A COPA, além de efêmera, produz resultados econômicos efêmeros e o que fica de definitivo são os elefantes: alguns  brancos e outros amarelados de vergonha.

Tudo é uma grande insensatez e que será pior se não for garantida a vitória do BRASIL. Ai, os políticos, vão dizer que o brasileiro torceu contra a seleção.

Imperou a insensatez e a irresponsabilidade do governo Lula. Vamos levar anos pagando a conta do desperdício de um dinheiro que não foi destinado ao interesse público.

Sim, porque o que deveria imperar é o melhor interesse público e nunca o interesse politiqueiro e egoísta de um não estadista.

Aliados da presidente Dilma vão comandar a CPI da Petrobrás

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O titulo é a manchete  da Folha de São Paulo de hoje.

Estes políticos sem caráter (e não é de hoje) nos trata como idiotas. Esta é uma repetida verdade. Nem mais sei porque escrevo a respeito disto. Pensamentos que me ocorrem, são impublicáveis. Meu pai não permitiria e os meus poucos leitores iriam estranhar.

O Congresso Nacional, retira por mais uma vez,  do povo brasileiro  a possibilidade de termos uma pequena chance de sonhar com uma democracia real e assistir a vitória dos melhores valores.

Esta CPI não vai terminar em pizza. Ela já começou com caviar. E dos melhores. Caviar Bolivariano.

Somos mesmo uma republiqueta de terceira classe, queiramos ou não. Qualquer cidadão razoavelmente sensato deve estar pensando como eu penso. Era sonhador e hoje sinto-me um “pessimista juramentado” como dizia o personagem de Sucupira.

A ficção Sucupiriana, a cada ano que passa deixa de ser. A realidade indesejado se sobrepõe. Somos uma horda de oprimidos e desnutridos. Estamos perdendo as nossas utopias e estamos caminhando em direção a um futuro tão incerto que mal podemos prever.

E os que estão por vir. As gerações futuras, o que podem esperar? Se o presente não nos dá o que queremos, como podemos almejar o que virá.

Paulo Francis diria…”está ficando tarde demais….”

Hablar e não ter quem ouvir.

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Escrevo pouco e já falei muito em televisão. E as coisas não mudam em nosso País. Todos os economistas da modernidade, de forma quase unânime, criticam a política econômica do governo e o governo contínua fazendo a mesma coisas.

Todos os cientista políticos, além das nossas melhores cabeças pensantes e mesmo substancial parte de nosso povo, falam de reforma política. E ninguém a faz.

Porque hablar e porque escribir sobre estes assuntos. Para quem falamos?

Esta aí uma grande questão e que bem foi colocada por Arnaldo Jabor na crônica de ontem no Estadão.

Em junho do ano passado, quando acreditávamos que um novo começo  estava por acontecer, imperou o vandalismo e que agora se descontrolou de vez afogando e abafando as vozes daqueles que queriam alguma coisa.

Não sei mais para quem escrevemos e nem para quem falamos, vez que não há ressonância. A nossa leniência é algo doentio. A possiblidade de vivermos numa democracia o que nos daria legitimidade de reivindicar novas utopias prostra-nos ao chão, diante de um governo ameaçador que manipula as massas com seus planos de mendicância social e chamam a isto política social. Simples acesso a perversa a sociedade de consumo.

A Copa das Copas num país que não tem produtividade, competitividade num mundo global. Um país que pratica política econômica de protecionismo exagerado. Um país sem infraestrutura, estado inoperante. Um país  que vai investir 8 bilhões em rodovias, esquecendo que tem portos, hidrovia, ferrovia e ademais, o faz só em vésperas de eleição. Um país de governantes incapazes de desviar o Rio São Francisco obra atrasada há anos e de um custo inconfessável.

A Petrobrás faz uma Usina de refino (Assis Brasil) no norte do Brasil. Custo previsto: 2 bilhões de dólares. Quanto já gastamos:  20 bilhões. E ainda não está pronta. O que mais necessitamos?

Por que e para quem falar. Por que e para quem escrever.

Porque faço?  Sinto-me derrotado.

 

 

 

 

 

MÃE

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Para Sempre

Carlos Drummond de Andrade

Por que Deus permite que as mães vão-se embora? Mãe não tem limite, é tempo sem hora, luz que não apaga quando sopra o vento e chuva desaba, veludo escondido na pele enrugada, água pura, ar puro, puro pensamento.

Morrer acontece com o que é breve e passa sem deixar vestígio. Mãe, na sua graça, é eternidade. Por que Deus se lembra – mistério profundo – de tirá-la um dia? Fosse eu Rei do Mundo, baixava uma lei: Mãe não morre nunca, mãe ficará sempre junto de seu filho e ele, velho embora, será pequenino feito grão de milho.

A MPB “MORREU UM POUCO”.

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Ainda recentemente assistindo o musical Elis, lá esta a presença de Jair Rodrigues bem caracterizado por um ator, do qual não recordo o nome.

Jair entrou em minha vida de admirador de música de MPB em dois momentos. Cantando Disparada e depois com Elis e Jair – 2 na bossa.

Anos 60. Este personagem tomou conta de todos. Alegre, uma ginga inimitável para o seu canto e ao longo da carreira, com uma diversidade de músicas, mas todas ao gosto do bom público. Com isto manteve uma bela carreira, pois 75 anos afinal, já não é uma idade tão velha assim. Atingiu ele a media de vida dos brasileiros, embora ele, por sua profissão tenha sido um diferenciado.

Um negro alinhado, alegre,  que soube se impor na ao longo da vida e assim conquistando, por méritos de sua voz e repertório, o povo brasileiro de todas os segmentos sociais. Quem não gostava dele?

Sempre com um belo sorriso. Era assim que se apresentava na TV e em suas entrevistas. Seu canto encantou. Seu canto fazia parte do nosso enredo. Teve a popularidade do tamanho de sua conduta.

Foi cedo. Todos perdem nesta hora. Voa e descanse bravo JAIR RODRIGUES.

Angustia de ser brasileiro

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A angustia de ser brasileiro me envolve e consome o pouco de esperança que ainda sinto.

Ao me debruçar, a respeito de nossa história pouco recente, ou seja os últimos 30 anos,  sinto que perdemos muito tempo sem fazer o que devida ser feito. O pior é que nossos condutores sabem o que deve ser feito.

O jogo político, no sentido da fazer governabilidade, fatiou os governos, certo que cada partido das bases aliadas de todos que passaram, fizeram tudo, exceto cuidar de nosso país e de seu desenvolvimento sustentável.

No período militar ACM era dono de um pedaço. Nos  governos civis todos tem ou tiveram seus pedaços. O Brasil entretanto ficou aos pedaços.

Não se debate e nem se discute o nosso futuro.  Os políticos e as políticas objetivam apenas a sustentação no poder, o que nos transforma numa republiqueta de terceira categoria.

Não há mais interesse público. Há alguns que clamam, mas estão no deserto e ninguém os ouve.

Que país é este? O que nos espera? Sinto profundo desespero de ver que estamos perdendo a corrida e cada vez mais distante de um estado mais justo e equilibrado que produza o necessário para seu crescimento.

Onde estão os nossos homens públicos. Onde estão as nossas melhores referências. Onde estão os valores democráticos.

Que país é este? Vejo que é o país do canalhas. Daqueles que não relutam em se apropriar do estado para interesses inconfessáveis. Somos um país liderado por pessoas destituídas do imperativo moral necessário.

São verdadeiros safardanas. Inoculam no povo a vacina da acomodação, da alienação. Deixam a nação sob o domínio do pior dos métodos: o populismo mistificador, deixando de lado a construção de um povo mais consciente e crítico pela ausência da educação.

São tiranos. Malfeitores da sociedade. Políticos vendilhões e destruidores dos melhores sonhos de um futuro melhor.

É a minha angustia. Ver o que acontece e perceber que nada vai mudar.

JUDICIÁRIO: ENTRE O FÍSICO E O DIGITAL

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Entre o papel e o digital. Este o novo problema do Poder Judiciário, cuja solução, já esta incomodando e muito a prestação jurisdicional.

O processo judicial digital veio, dentre outras coisas, com a intenção de eliminar  o processo de papel. Reduzir o tempo do processo seria objetivo a ser atingido, certo que para isto foi desenvolvido sistemas, investindo-se bilhões de reais por todo o Brasil.

Enfim, o processo judicial digital foi posto a disposição do jurisdicionado. O protocolo  é eletronico bem como o seu andamento. É um processo virtual. Não físico portanto. Parece-nos uma boa solução. Futuramente os imóveis que vão acolher o Judicário poderão ter estrutura leves e suaves em contraste com os prédios atuais todos austeros, pesados e calculados para receber o peso do processo físico.

Só que esqueceram de cuidar do processo físico. O que se arrastava tal como a lesma ficou pior. Não se anda mais. E ninguém está preocupado com este problema.

Toda esta discussão que se fez ao longo dos anos sobre o “direito processual” e sua efetivação pela instrumentalidade, parece cair morro abaixo.

Aprendemos na escola que a jurisdição é inerte, e que funcionar precisar ser provocada. A realidade entretanto sobrepõe a teoria. O Poder Judiciário está se tornando inerte, pois não está estruturado para dar conta do processo físico nem do digital.

E isto está se tornando realmente tão grave e não há perspectiva de melhora nem a curto e nem a médio prazo.

A decisão de criar o processo em cima do sistema digital, sem questionar como ficaria a resolução do processo físico, foi o grande equívoco do Poder Judiciário. Na verdade, o sistema judicial, como um todo, ficou pior, pois a morosidade aumentou. Os Magistrados não estão dando conta, vez que não estão preparados para a produtividade que é algo que deveria acontecer.

Ao privilegiar o andamento do processo digital, criaram uma reserva de processo físico enorme que levará no mínimo uma década para ser solucionado. Mas, tal só acontecerá, se houver investimento real em pessoas e coisas.

É assim o Brasil. Por uma lei  já fizemos inflação zero. Por outra lei criamos um processo virtual e esquecemos do físico que por sua vez é real e infungível. Somos o país das contradições. Das leviandades nas decisões. Da impropriedade das medidas. Um país de desmedidas medidas, que nem sempre são bem pensadas.

Desejo estar errado.

 

 

PUNTA DEL LESTE

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Neste breve período de descanso, ou seja, uma semana, tive a oportunidade de estar  no Uruguai e visitar a cidade de Punta Del Leste. Belo lugar. Cheguei no final dos feriados da Semana Santa. De 300.000 pessoas, a cidade estava reduzida a 25.000, pois todos já tinham retornado aos seus lares. Dista 380 quilômetros de Porto Alegre. Dizem que lá é o paraíso. Andei por  toda a cidade. Casinhas, casas e casarões sem muros, sem portões, sem proteção elétrica  de cercas. Nossa, que cidade estranha. Edifícios de todos os tipos  com projetos arquitetônicos maravilhosos. Imóveis com bons preços, vez que os argentinos estão, diante da crise, vendendo tudo. Tem policia, porém é a segurança privada que garante o sossego e a segurança do lugar, razão pela qual muitos brasileiros para lá se deslocam. Encontrei um casal. Lá estão há nove meses e afirmaram alí ser o paraíso. Hoteis de luxo. Tudo com certo requinte. Lá as mulheres desfilam suas jóias de ouro é óbvio  da cabeça aos pés. Os homens exibem seus rolex. Um mundo dentro de outro mundo. Parece mesmo a ilha da fantasia, onde podemos sonhar os nossos sonhos do  efêmero e do transitório. Mas. Sim, há um mas. Um outro lado. O lado de lá. O jogo. Os Cassinos.   Aí reside o perigo. Não pelo medo dos “mafiosos” ou uma visão de Vegas lá pelos anos 50 dominada pelo crime.

Não. Em Punta Del Leste não há criminalidade. É um paraíso da segurança. O medo de que falo, é do vício do jogo. A isto eu assisti. Fiquei por um longo tempo no Cassino  do Hotel Conrad, onde também me hospedei.

Ali  ne envolvi, não  com o jogo, mas com o jogador. Fiquei horas e horas observando um desvario absoluto do envolvimento e do descontrole do player. E assim foi possível observar a fragilidade do ser humano, diante da força do vícios. Senti angustia ao ver que em certos momentos, não é possível estar no nosso controle e sim ser controlado.

É o paraíso com certeza. Mas ao lado deste paraíso está o perverso, próximo a todos, rondando a fragilidade do ser humano e o transformando em seu próprio prisioneiro.

A cidade é linda. Mas, as nossas praias são maravilhosas. Merece ser visitada. Lugar para descansar, caminhar e ler bons livros. E até para escrever.

Gosto de escrever

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Não sou escritor, porém gosto de escrever. Talvez nunca possa ser um escritor, porém nunca vou deixar de escrever. Escrever é uma forma de falar, de sentir, de exprimir.  Uns fazem com muito talento tal como a literatura de  PROUST, a poesia de PESSOA e as crônicas de RUBENS BRAGA..

O ato de escrever, no meu caso, permite o “soltar para fora” aquilo de incrustado está no íntimo. E isto é bom e isto faz bem. O que é a vida? Esta pergunta nos remete ao passado, ao presente e as vezes nos faz tentar ver o futuro.

O que ganhei o que perdi. O que fiz e o que faço. Posso pensar no que farei? E dos amigos que tenho e sempre os tenho como forma de expor minha riqueza, que preço não tem.

Se quando jovem fui o que fui. Timido, triste, extrovertido. Amores tive. Ficaram no passado e nas gratas lembranças que vão e as vezes voltam. Misto de esquecimento e dose forte de saudade. Tive tantas coisas, senti outras tantas. Onde estão. O que senti?

Escrever permite isto. Divagar. Falar. Sentir. Quem sabe algum dia, de tanto martelar a palavra. De tanto “macaquear a sintaxe lusíada” eu possa dizer que sei escrever e que escrever é um dos remédios para curar as dores da alma, das quais sequer sei explicar.

Navegar é preciso. Eu cheguei a conclusão: escrever é preciso.

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