Não sou escritor, porém gosto de escrever. Talvez nunca possa ser um escritor, porém nunca vou deixar de escrever. Escrever é uma forma de falar, de sentir, de exprimir.  Uns fazem com muito talento tal como a literatura de  PROUST, a poesia de PESSOA e as crônicas de RUBENS BRAGA..

O ato de escrever, no meu caso, permite o “soltar para fora” aquilo de incrustado está no íntimo. E isto é bom e isto faz bem. O que é a vida? Esta pergunta nos remete ao passado, ao presente e as vezes nos faz tentar ver o futuro.

O que ganhei o que perdi. O que fiz e o que faço. Posso pensar no que farei? E dos amigos que tenho e sempre os tenho como forma de expor minha riqueza, que preço não tem.

Se quando jovem fui o que fui. Timido, triste, extrovertido. Amores tive. Ficaram no passado e nas gratas lembranças que vão e as vezes voltam. Misto de esquecimento e dose forte de saudade. Tive tantas coisas, senti outras tantas. Onde estão. O que senti?

Escrever permite isto. Divagar. Falar. Sentir. Quem sabe algum dia, de tanto martelar a palavra. De tanto “macaquear a sintaxe lusíada” eu possa dizer que sei escrever e que escrever é um dos remédios para curar as dores da alma, das quais sequer sei explicar.

Navegar é preciso. Eu cheguei a conclusão: escrever é preciso.