Assisti, na capital, no último fim de semana o espetáculo ELIS – A MUSICAL. Não tive como não emocionar diante de tantas lembranças e de uma trilha sonora perfeita. E quem  pode querer entender Elis? Resposta difícil de dizer. Creio eu, não ter importância querer saber quem realmente foi Elis.

Eu e todos da minha geração que a conheceram a partir da metade da década de 60, toda a década de 70 e começo da de 80, sentiram na pele a qualidade de suas emoções, em cada tom, em cada palavra.

Reviver este momento evoca todas as emoções possíveis, que nos levam a alegria e as lágrimas pois também vivemos junto com ela também a nossa vida. Vida de juventude cumulada com amores desejados, tidos e não tidos. Vividos e não vividos.

Das rodas de samba. Da politica. Da beleza feminina. Do gole de uma caipirinha ao deleite de todas as cervejas possíveis junto com o parco dinheiro.

Elis perpassava por nós e nós por Elis. Lembrança e relembranças. Tempos idos. Tanta gente. Pasquim. Bôscoli. Miele. Lennie Dale. Henfil.Paulo Francis. Tom Jobim. Jair Rodrigues.

Afora a ditadura, tempos bons. Tempo de pensar, refletir. Amar amando. Amar sem ser amado.  Valeu o espetáculo. Como diz Odorico Paraguaçu: saí com a alma lavada e enxaguada.