A angustia de ser brasileiro me envolve e consome o pouco de esperança que ainda sinto.

Ao me debruçar, a respeito de nossa história pouco recente, ou seja os últimos 30 anos,  sinto que perdemos muito tempo sem fazer o que devida ser feito. O pior é que nossos condutores sabem o que deve ser feito.

O jogo político, no sentido da fazer governabilidade, fatiou os governos, certo que cada partido das bases aliadas de todos que passaram, fizeram tudo, exceto cuidar de nosso país e de seu desenvolvimento sustentável.

No período militar ACM era dono de um pedaço. Nos  governos civis todos tem ou tiveram seus pedaços. O Brasil entretanto ficou aos pedaços.

Não se debate e nem se discute o nosso futuro.  Os políticos e as políticas objetivam apenas a sustentação no poder, o que nos transforma numa republiqueta de terceira categoria.

Não há mais interesse público. Há alguns que clamam, mas estão no deserto e ninguém os ouve.

Que país é este? O que nos espera? Sinto profundo desespero de ver que estamos perdendo a corrida e cada vez mais distante de um estado mais justo e equilibrado que produza o necessário para seu crescimento.

Onde estão os nossos homens públicos. Onde estão as nossas melhores referências. Onde estão os valores democráticos.

Que país é este? Vejo que é o país do canalhas. Daqueles que não relutam em se apropriar do estado para interesses inconfessáveis. Somos um país liderado por pessoas destituídas do imperativo moral necessário.

São verdadeiros safardanas. Inoculam no povo a vacina da acomodação, da alienação. Deixam a nação sob o domínio do pior dos métodos: o populismo mistificador, deixando de lado a construção de um povo mais consciente e crítico pela ausência da educação.

São tiranos. Malfeitores da sociedade. Políticos vendilhões e destruidores dos melhores sonhos de um futuro melhor.

É a minha angustia. Ver o que acontece e perceber que nada vai mudar.