Escrevo pouco e já falei muito em televisão. E as coisas não mudam em nosso País. Todos os economistas da modernidade, de forma quase unânime, criticam a política econômica do governo e o governo contínua fazendo a mesma coisas.

Todos os cientista políticos, além das nossas melhores cabeças pensantes e mesmo substancial parte de nosso povo, falam de reforma política. E ninguém a faz.

Porque hablar e porque escribir sobre estes assuntos. Para quem falamos?

Esta aí uma grande questão e que bem foi colocada por Arnaldo Jabor na crônica de ontem no Estadão.

Em junho do ano passado, quando acreditávamos que um novo começo  estava por acontecer, imperou o vandalismo e que agora se descontrolou de vez afogando e abafando as vozes daqueles que queriam alguma coisa.

Não sei mais para quem escrevemos e nem para quem falamos, vez que não há ressonância. A nossa leniência é algo doentio. A possiblidade de vivermos numa democracia o que nos daria legitimidade de reivindicar novas utopias prostra-nos ao chão, diante de um governo ameaçador que manipula as massas com seus planos de mendicância social e chamam a isto política social. Simples acesso a perversa a sociedade de consumo.

A Copa das Copas num país que não tem produtividade, competitividade num mundo global. Um país que pratica política econômica de protecionismo exagerado. Um país sem infraestrutura, estado inoperante. Um país  que vai investir 8 bilhões em rodovias, esquecendo que tem portos, hidrovia, ferrovia e ademais, o faz só em vésperas de eleição. Um país de governantes incapazes de desviar o Rio São Francisco obra atrasada há anos e de um custo inconfessável.

A Petrobrás faz uma Usina de refino (Assis Brasil) no norte do Brasil. Custo previsto: 2 bilhões de dólares. Quanto já gastamos:  20 bilhões. E ainda não está pronta. O que mais necessitamos?

Por que e para quem falar. Por que e para quem escrever.

Porque faço?  Sinto-me derrotado.